quinta-feira

Uma família especial

Numa casinha muito simples, mas muito caprichada vive uma alegre família, bastante simpática. Era um lugar onde de longe se podia sentir o amor e o carinho no ar. Felipe e Marta – os pais, e Marcelinho, o filho de seis anos, adoram cuidar do jardim nas horas de folga.

Em um sábado, Marcelinho e Dona Marta arrumaram alguns brinquedos, pertencentes a Marcelinho, para serem doados num orfanato chamado “Lar Raio de Sol” que ficava no interior da cidade.

Dona Marta convidou o marido e o filho para irem com ela até à instituição, mas Marcelinho fez um pedido:

- Quero ir de ônibus! - o que os pais acharam uma boa idéia.

Andaram por caminhos diferentes, com flores e árvores que Marcelinho nem imaginava existirem.

Quando chegaram, desceram do ônibus, andaram alguns metros e logo viram um bonito lugar: era uma casa grande, rodeada de flores e árvores.

Abriram o portão e logo veio uma senhora toda sorridente receber os visitantes. Era a Sra. Otília, ou melhor, a vovó Otília, como a chamavam as crianças.

- Bom dia, disseram os visitantes. - Lindo dia, respondeu a senhora. Entrem

Marcelinho logo percebeu que havia muitas crianças naquele orfanato, de várias idades.

“Puxa vida, pensou Marcelinho, quantos netos tem essa vovó”.

- Que bom vê-los, falou vovó Otília.

- Viemos trazer alguns brinquedos, responderam os pais.

Marcelinho percebeu que a disputa pela atenção da vovó era grande, bem diferente do que acontecia em sua casa, já que tinha um pai e uma mãe exclusivamente para ele.

Os adultos iam conversando e Marcelinho os acompanhava, admirado com tanta criança.

- Que simpatia de menina, tão comportada olhando um livrinho como se soubesse ler, falou a mãe se dirigindo a uma menina de cabelinho preto de aproximadamente dois anos.

Marcelinho chegou perto e falou:

- Mamãe, ela se parece com a Claudinha! Claudinha era a irmã do Marcelinho que havia desencarnado algum tempo atrás. E sem pestanejar falou:

- Encontramos, vamos levá-la para casa!

A menina se chamava Carolina e Marcelinho percebeu nela a irmã que sempre quis...

Os pais e vovó Otília tentaram explicar que não era muito simples levar a menina para casa. O garoto não entendeu muito bem e voltou para casa decepcionado.

No caminho os pais tentaram explicar que Carolina era órfã, seus pais haviam morrido e ela não tinha nenhum parente que podia cuidar dela. Mas para que ela pudesse morar com eles e ser irmã de Marcelinho, era preciso esperar um pouco.

Nos meses seguintes, Marcelinho e os pais visitaram muitas vezes o orfanato, e em especial Carolina. Levaram roupas, brinquedos e doces que fizeram a alegria da criançada.

Alguns meses se passaram, quando os pais convidaram Marcelinho para fazer uma visita “especial” ao orfanato. Marcelinho sentiu a alegria dos pais com o passeio e logo uma onda de carinho invadiu seu coração.

- Vamos, vamos logo ou perderemos o ônibus – foi dizendo alegre o garoto.

Quando chegaram ao orfanato, vovó Otília foi conversar separadamente com Dona Marta e Seu Felipe e o menino tratou logo de ir procurar Carolina. Seus olhos brilharam ao vê-la. E a alegria invadiu o lugar quando ele viu vovó Otília se aproximando deles com uma malinha na mão. Era a mala de Carolina, que a partir daquele dia passou a fazer parte da família de Marcelinho.

Assim, Carolina foi morar na casa de Marcelinho, que muito feliz, cuidava com todo amor e carinho de sua nova irmã.

                                    Cleusa Lupatini (aula de evangelizacao infantil)

                  REFLETINDO

A familia é muito importante, lembre-se que muitas crianças estão em orfanatos por não terem família.

Devemos valorizar a nossa família, respeitando nossos pais, avós, irmãos, as pessoas que cuidam de nós e as demais pessoas que fazem parte dela.

Nem sempre a nossa família é formada por pai, mãe, avós..., pois pode haver aqueles que já desencarnaram.

Podemos morar apenas com o pai ou com a mãe ou com nossos avós, ou com outra pessoa como uma tia, mas mesmo assim estamos em família. Não podemos esquecer que família são aquelas pessoas que convivem conosco.

Devemos agradecer ao Mestre Jesus pela família que temos e pedir forças para que saibamos agir com amor e respeito com nossos familiares, para contribuirmos com a felicidade do nosso lar.

Família corporal (mesmo sangue, parentes em comum, mesma árvore genealógica) São os pais, os irmãos, tios, primos, avós.

Família espiritual (amizade, mesmos objetivos, laços de afeto, afinidade de interesses, amor e respeito mútuos). Podem ser parte da nossa família corporal ou serem nossos amigos, vizinhos ou pessoas com quem convivemos e mantemos uma amizade especial. Lembrar que herdamos dos pais o corpo físico. O espírito é criado por Deus.

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