Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
onde houver discórdia, que eu leve a união;
onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
onde houver erro, que eu leve a verdade;
onde houver desespero, que eu leve a esperança;
onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
onde houver trevas, que eu leve a luz.
Mestre, fazei com que eu procure mais
consolar do que ser consolado;
compreender do que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se nasce para a vida eterna!
Rua Primeiro de Maio 2878-Primavera Fone: (086)3214-1063 Fecaj@hotmail.com No facebook tambem fecaj
terça-feira
O ÚNICO PECADO
Será necessário que professemos o Espiritismo e creiamos nas manifestações espíritas, para termos assegurada a nossa sorte na vida futura?
Se assim fosse, seguir-se-ia que estariam deserdados todos os que não creem, os que não tiveram ensejo de esclarecer-se, o que seria absurdo. Só o bem assegura a sorte futura. Ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.
- Mamãe, quero ser batizado.
- Por que, meu filho?
- Meus amiguinhos, na escola, dizem que irei para o Inferno.
Diálogos assim exprimem as dificuldades de crianças cujos pais participam de movimentos religiosos onde não há o batismo que, segundo a orientação ortodoxa, promove nossa reconciliação com Deus, após uma briga que não foi nossa.
Os culpados teriam sido Adão e Eva, expulsos do Paraíso por cometerem o pecado da desobediência. Sua culpa, como se fora infalível mácula genética, transmitir-se-ia, desde então, a todos os descendentes do mitológico casal, impedidos de uma comunhão plena com Deus até que se submetam às virtudes mágicas daquele ritual.
O batismo foi durante muitos séculos um dos instrumentos de afirmação do catolicismo, a impor como axioma um lamentável equívoco dogmático: "Fora da Igreja não há salvação".
Qualquer pessoa medianamente informada sabe que semelhante concepção teológica é uma aberração, porquanto bilhões de seres humanos têm transitado pela Terra, ao longo dos séculos, sem nenhuma notícia a respeito do assunto, sem nenhum esclarecimento quanto às supostas propriedades redentoras da pia batismal.
Nada disso encontra respaldo nas lições de Jesus, que ensinava: "A cada um segundo suas obras" (Mateus, 16:27), estabelecendo o princípio da responsabilidade individual.
Não nos pedirão contas, na Espiritualidade, da religião que professamos, e muito menos dos rituais a que nos submetemos. Pesará, na avaliação de nossa existência, apenas o conteúdo de nossas ações, considerando-se que tanto mais se exigirá quanto mais ampla a nossa noção do bem e do mal, do certo e do errado, do que devemos ou não fazer...
A pretensão de deter o monopólio da verdade e o endereço da salvação caracterizam as religiões de um modo geral, originando preconceitos execráveis e absurdas discriminações que não raro desembocam em lutas fratricidas, como se o objetivo da religião fosse a guerra, não a paz; a discórdia, não o entendimento; o ódio, não o amor.
Maomé, o fundador do Islamismo, encarna bem essa tendência, estabelecendo que os adeptos de outras religiões, deviam ser convertidos ou eliminados, na aplicação do terrível "crê ou morre". Ainda hoje, muçulmanos exaltados defendem uma revolução islâmica armada, uma guerra sem tréguas aos "infiéis".
Os reis cristãos da Europa medieval não fizeram por menos, disparando as famigeradas cruzadas em que, a pretexto de libertar o solo sagrado da Palestina, em poder dos árabes, converteram o Cristianismo em bandeira de guerra e a figura augusta do Cristo em inspiração da violência e da morte.
Jesus enfrentou problemas semelhantes com seus próprios compatriotas, um povo fanático que alimentava a pretensão de ter sido escolhido por Deus para elevar-se ao domínio das nações. E acabou sendo sacrificado porque pregava a revolucionária ideia de que aos olhos do Criador a importância de um homem não está em sua nacionalidade ou crença que professa, mas na quantidade de benefícios que seja capaz de prestar ao próximo.
*
O Espiritismo oferece uma visão muito objetiva a respeito destas questões, a começar pela palavra "salvação", que em seu sentido escatológico, de consequências finais, tradicionalmente sugere a absurda ideia de que há almas que se perdem, condenadas a irremissível sofrimento, o que contraria frontalmente os atributos divinos.
Sendo Onisciente - tudo sabendo do presente, passado e futuro - porque consumaria Deus a criação de um Espírito, sabendo que iria perder-se?
Como considerá-lo Onipotente, se não consegue impedir que seus filhos se percam irremediavelmente?
Infinitamente misericordioso, não deveria o Criador conceder infinitas oportunidades de reabilitação às criaturas transviadas?
Por isso, superando o abominável sectarismo que divide as religiões, Kardec desfraldou como bandeira da Doutrina Espírita um princípio universalista: "Fora da Caridade Não Há Salvação".
A Deus não importa que religião professamos. Nosso Pai espera apenas que nos comportemos como seus filhos, reconhecendo que a fraternidade (parentesco de irmãos), impõe o dever elementar de nos ajudarmos uns aos outros, sem o que jamais estaremos "salvos" de desentendimentos, brigas, violências, explorações, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a infelicidade humana.
*
Discute-se nos círculos religiosos quais os pecados mais danosos, capazes de precipitar a perdição humana. A tradição teológica chega a enumerar os "capitais": orgulho, avareza, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.
Na verdade, só há um pecado, no sentido de transgressão, de descumprimento da vontade de Deus: a falta de amor ou, mais exatamente, o amor voltado para nós mesmos, na exaltação do egoísmo.
Tudo o mais, todos os nossos comprometimentos com o mal, nascem desse pecado original, desse amor retido, desse amor fechado em si mesmo, que nega sua própria vocação - doar-se; que contraria sua gloriosa finalidade - estabelecer a comunhão entre os filhos de Deus.
A caridade salva-nos dessa suprema contradição, ajudando-nos a libertar o amor para que o amor nos redima.
De "Um jeito de ser feliz", de Richard Simonetti
Se assim fosse, seguir-se-ia que estariam deserdados todos os que não creem, os que não tiveram ensejo de esclarecer-se, o que seria absurdo. Só o bem assegura a sorte futura. Ora, o bem é sempre o bem, qualquer que seja o caminho que a ele conduza.
- Mamãe, quero ser batizado.
- Por que, meu filho?
- Meus amiguinhos, na escola, dizem que irei para o Inferno.
Diálogos assim exprimem as dificuldades de crianças cujos pais participam de movimentos religiosos onde não há o batismo que, segundo a orientação ortodoxa, promove nossa reconciliação com Deus, após uma briga que não foi nossa.
Os culpados teriam sido Adão e Eva, expulsos do Paraíso por cometerem o pecado da desobediência. Sua culpa, como se fora infalível mácula genética, transmitir-se-ia, desde então, a todos os descendentes do mitológico casal, impedidos de uma comunhão plena com Deus até que se submetam às virtudes mágicas daquele ritual.
O batismo foi durante muitos séculos um dos instrumentos de afirmação do catolicismo, a impor como axioma um lamentável equívoco dogmático: "Fora da Igreja não há salvação".
Qualquer pessoa medianamente informada sabe que semelhante concepção teológica é uma aberração, porquanto bilhões de seres humanos têm transitado pela Terra, ao longo dos séculos, sem nenhuma notícia a respeito do assunto, sem nenhum esclarecimento quanto às supostas propriedades redentoras da pia batismal.
Nada disso encontra respaldo nas lições de Jesus, que ensinava: "A cada um segundo suas obras" (Mateus, 16:27), estabelecendo o princípio da responsabilidade individual.
Não nos pedirão contas, na Espiritualidade, da religião que professamos, e muito menos dos rituais a que nos submetemos. Pesará, na avaliação de nossa existência, apenas o conteúdo de nossas ações, considerando-se que tanto mais se exigirá quanto mais ampla a nossa noção do bem e do mal, do certo e do errado, do que devemos ou não fazer...
A pretensão de deter o monopólio da verdade e o endereço da salvação caracterizam as religiões de um modo geral, originando preconceitos execráveis e absurdas discriminações que não raro desembocam em lutas fratricidas, como se o objetivo da religião fosse a guerra, não a paz; a discórdia, não o entendimento; o ódio, não o amor.
Maomé, o fundador do Islamismo, encarna bem essa tendência, estabelecendo que os adeptos de outras religiões, deviam ser convertidos ou eliminados, na aplicação do terrível "crê ou morre". Ainda hoje, muçulmanos exaltados defendem uma revolução islâmica armada, uma guerra sem tréguas aos "infiéis".
Os reis cristãos da Europa medieval não fizeram por menos, disparando as famigeradas cruzadas em que, a pretexto de libertar o solo sagrado da Palestina, em poder dos árabes, converteram o Cristianismo em bandeira de guerra e a figura augusta do Cristo em inspiração da violência e da morte.
Jesus enfrentou problemas semelhantes com seus próprios compatriotas, um povo fanático que alimentava a pretensão de ter sido escolhido por Deus para elevar-se ao domínio das nações. E acabou sendo sacrificado porque pregava a revolucionária ideia de que aos olhos do Criador a importância de um homem não está em sua nacionalidade ou crença que professa, mas na quantidade de benefícios que seja capaz de prestar ao próximo.
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O Espiritismo oferece uma visão muito objetiva a respeito destas questões, a começar pela palavra "salvação", que em seu sentido escatológico, de consequências finais, tradicionalmente sugere a absurda ideia de que há almas que se perdem, condenadas a irremissível sofrimento, o que contraria frontalmente os atributos divinos.
Sendo Onisciente - tudo sabendo do presente, passado e futuro - porque consumaria Deus a criação de um Espírito, sabendo que iria perder-se?
Como considerá-lo Onipotente, se não consegue impedir que seus filhos se percam irremediavelmente?
Infinitamente misericordioso, não deveria o Criador conceder infinitas oportunidades de reabilitação às criaturas transviadas?
Por isso, superando o abominável sectarismo que divide as religiões, Kardec desfraldou como bandeira da Doutrina Espírita um princípio universalista: "Fora da Caridade Não Há Salvação".
A Deus não importa que religião professamos. Nosso Pai espera apenas que nos comportemos como seus filhos, reconhecendo que a fraternidade (parentesco de irmãos), impõe o dever elementar de nos ajudarmos uns aos outros, sem o que jamais estaremos "salvos" de desentendimentos, brigas, violências, explorações, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a infelicidade humana.
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Discute-se nos círculos religiosos quais os pecados mais danosos, capazes de precipitar a perdição humana. A tradição teológica chega a enumerar os "capitais": orgulho, avareza, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.
Na verdade, só há um pecado, no sentido de transgressão, de descumprimento da vontade de Deus: a falta de amor ou, mais exatamente, o amor voltado para nós mesmos, na exaltação do egoísmo.
Tudo o mais, todos os nossos comprometimentos com o mal, nascem desse pecado original, desse amor retido, desse amor fechado em si mesmo, que nega sua própria vocação - doar-se; que contraria sua gloriosa finalidade - estabelecer a comunhão entre os filhos de Deus.
A caridade salva-nos dessa suprema contradição, ajudando-nos a libertar o amor para que o amor nos redima.
De "Um jeito de ser feliz", de Richard Simonetti
segunda-feira
6o Congresso Espírita do Piauí
Acontece de 1 a 3 de julho/2011
Para quem quiser saber um pouco mais sobre os seis conferencistas do 6º Congresso Espírita do Piauí, basta acessar o site da Federação Espírita Piauiense. Na página da FEPI consta um resumo sobre as suas atuações na área profissional e na seara espírita.
O evento é uma realização conjunta da FEPI e do Centro Espírita Mansão da Paz e acontece no Atlantic City, entre os dias 1º e 3 de julho.
As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas na Livraria da FEPI, nos seguintes valores:
De 01 a 02 inscrições - Valor R$ 60,00 cada;
A partir de 03 inscrições - Valor R$ 40,00 cada.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre os seis conferencistas do 6º Congresso Espírita do Piauí, basta acessar o site da Federação Espírita Piauiense. Na página da FEPI consta um resumo sobre as suas atuações na área profissional e na seara espírita.
O evento é uma realização conjunta da FEPI e do Centro Espírita Mansão da Paz e acontece no Atlantic City, entre os dias 1º e 3 de julho.
As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas na Livraria da FEPI, nos seguintes valores:
De 01 a 02 inscrições - Valor R$ 60,00 cada;
A partir de 03 inscrições - Valor R$ 40,00 cada.
Vigie
Vigie os pensamentos e observe em qual condição está o seu mundo espiritual. Todo pensamento recorrente pode ser instalado pela invigilância do Ser. Pode ser reflexo do meio e você deve educa-lo na fé solidificada e na atuação do Bem. A prece é fonte renovadora. Diariamente você deve sintonizar com Deus, ratificar o seu compromisso e reestruturar seu lado psico espiritual. Lembre-se: você vive no Planeta Terra ainda em estágio evolutivo e sofre influência de toda ordem. É comum observar irmãos em desajuste; são desanimados, já perderam o brilho da pouca fé que possuíam. É necessário identificar-se, ser conhecedor das questões espirituais não viver a margem das situações, a vida vivenciada desta forma não é produtiva na acepção do espirito. Viva-a de maneira profícua, faça valer o seu compromisso com a grandiosidade existencial.
Amigos Viajores Filhos do Universo
Postado por Luana Conti http://luzdepalavras.blogspot.com/2011/06/vigie.html
Amigos Viajores Filhos do Universo
Postado por Luana Conti http://luzdepalavras.blogspot.com/2011/06/vigie.html
Recado
Caríssimos
Meus queridos, não percam a oportunidade bendita deste instante de Glória que Deus vos permite pela via da Doutrina dos Espíritos Superiores aprenderem o verdadeiro sentido da vida. Vejam o quanto estavam iludidos e agora possuem a chance de acordarem e se reencontrarem com o Criador. Caso não se reciclem; jamais O encontrarão, pois, somente através da paz que só os pacíficos e fraternos podem sentir a essência de Jesus e o acolhimento Paternal de Deus, nosso Criador, nosso Pai.
Quem se recusar e continuar a negar a luz é infeliz por excelência.
Amigos Obreiros do Bem
Postado por Luana Conti http://luzdepalavras.blogspot.com/
Meus queridos, não percam a oportunidade bendita deste instante de Glória que Deus vos permite pela via da Doutrina dos Espíritos Superiores aprenderem o verdadeiro sentido da vida. Vejam o quanto estavam iludidos e agora possuem a chance de acordarem e se reencontrarem com o Criador. Caso não se reciclem; jamais O encontrarão, pois, somente através da paz que só os pacíficos e fraternos podem sentir a essência de Jesus e o acolhimento Paternal de Deus, nosso Criador, nosso Pai.
Quem se recusar e continuar a negar a luz é infeliz por excelência.
Amigos Obreiros do Bem
Postado por Luana Conti http://luzdepalavras.blogspot.com/
sexta-feira
Pais sem tempo
Sabe, meu filho, até hoje não encontrei tempo para brincar com você. Arranjei tempo para tudo, menos para vê-lo crescer. Nunca joguei dominó, xadrez ou empinei papagaio com você.
Sabe, sou muito importante. Não tenho tempo para sentar no chão com você. Não, não tenho tempo!
Certa vez você veio com o caderno da escola. Não liguei. Continuei lendo o jornal. Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os de minha casa.
Qual a importância de eu saber se hoje você venceu ou perdeu a corrida na escola? Amanhã, quando falar com os homens de negócio, o que eu preciso saber é a cotação da bolsa e como anda a política internacional.
São esses assuntos que me tornam importante aos olhos dos outros e que permitem que eu cresça no mundo dos negócios, sempre mais.
Nunca vi o seu boletim, nem sei qual foi a sua primeira palavra.
Você entende... Não tenho tempo.
Eu não reparo em quase nada. Minha vida é muito corrida.
Sei que você se queixa, que sente falta de uma palavra minha, de um corre-corre, de um chute na sua bola.
Sei que você sente falta do meu abraço e do meu sorriso. Mas não tenho tempo.
Você entende, sou um homem muito importante.
Preciso dar atenção a muita gente, dependo delas.
Na verdade, sou um homem sem tempo.
Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que conversamos, só eu falo, e a maior parte é bronca.
Quero silêncio! Quero sossego! E você tem a péssima mania de pular sobre a gente, de agarrar, querer contar tudo que lhe acontece.
Filho, não tenho tempo para abraçá-lo para ficar com papo-furado com criança.
Filho, o que você entende de comunicação, cibernética, racionalismo?
Você sabe o nome dos grandes economistas? Dos grandes investidores? Sabe quais são as ações que estão em alta? Sabe qual é o melhor investimento a ser feito?
Sabe, filho, não tenho tempo. Tenho muitos cursos a freqüentar, muitas coisas a aprender.
Mas o pior de tudo é que... Se você morrer agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência, porque até hoje não arrumei tempo para brincar com você.
E sei que nada iria preencher o vazio que sua ausência deixaria em nossa casa. Oh, filho, por que eu não consigo arrumar tempo para estar com você?
***************** Pensamento **********************
O mundo sente falta de homens que sejam pais. De homens que, após o dia das tarefas exaustivas, saibam ser doces e se debruçar sobre o berço do pequeno que dorme e o acariciem.
Que tenham ternura e cuidado suficientes para se erguer pela madrugada para acompanhar o filho que segue para a viagem de férias com amigos.
O mundo precisa de pais que saibam ouvir não somente os grandes empresários e o tilintar das moedas. Mas, que, se fazendo pequenos, ouçam com atenção a narrativa ofegante do garoto que chega da rua, da escola, da creche.
Esses pais formarão cidadãos nobres, homens dignos que se preocuparão com os demais, porque desde cedo aprenderam que o amor e a dedicação são peças indispensáveis para o mundo melhor que todos desejamos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "Não tenho tempo", do livro Momentos de Luz volume 1.
Sabe, sou muito importante. Não tenho tempo para sentar no chão com você. Não, não tenho tempo!
Certa vez você veio com o caderno da escola. Não liguei. Continuei lendo o jornal. Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os de minha casa.
Qual a importância de eu saber se hoje você venceu ou perdeu a corrida na escola? Amanhã, quando falar com os homens de negócio, o que eu preciso saber é a cotação da bolsa e como anda a política internacional.
São esses assuntos que me tornam importante aos olhos dos outros e que permitem que eu cresça no mundo dos negócios, sempre mais.
Nunca vi o seu boletim, nem sei qual foi a sua primeira palavra.
Você entende... Não tenho tempo.
Eu não reparo em quase nada. Minha vida é muito corrida.
Sei que você se queixa, que sente falta de uma palavra minha, de um corre-corre, de um chute na sua bola.
Sei que você sente falta do meu abraço e do meu sorriso. Mas não tenho tempo.
Você entende, sou um homem muito importante.
Preciso dar atenção a muita gente, dependo delas.
Na verdade, sou um homem sem tempo.
Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que conversamos, só eu falo, e a maior parte é bronca.
Quero silêncio! Quero sossego! E você tem a péssima mania de pular sobre a gente, de agarrar, querer contar tudo que lhe acontece.
Filho, não tenho tempo para abraçá-lo para ficar com papo-furado com criança.
Filho, o que você entende de comunicação, cibernética, racionalismo?
Você sabe o nome dos grandes economistas? Dos grandes investidores? Sabe quais são as ações que estão em alta? Sabe qual é o melhor investimento a ser feito?
Sabe, filho, não tenho tempo. Tenho muitos cursos a freqüentar, muitas coisas a aprender.
Mas o pior de tudo é que... Se você morrer agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência, porque até hoje não arrumei tempo para brincar com você.
E sei que nada iria preencher o vazio que sua ausência deixaria em nossa casa. Oh, filho, por que eu não consigo arrumar tempo para estar com você?
***************** Pensamento **********************
O mundo sente falta de homens que sejam pais. De homens que, após o dia das tarefas exaustivas, saibam ser doces e se debruçar sobre o berço do pequeno que dorme e o acariciem.
Que tenham ternura e cuidado suficientes para se erguer pela madrugada para acompanhar o filho que segue para a viagem de férias com amigos.
O mundo precisa de pais que saibam ouvir não somente os grandes empresários e o tilintar das moedas. Mas, que, se fazendo pequenos, ouçam com atenção a narrativa ofegante do garoto que chega da rua, da escola, da creche.
Esses pais formarão cidadãos nobres, homens dignos que se preocuparão com os demais, porque desde cedo aprenderam que o amor e a dedicação são peças indispensáveis para o mundo melhor que todos desejamos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. "Não tenho tempo", do livro Momentos de Luz volume 1.
Ser Util
Não menospreze o ensejo que se lhe apresenta de prestar serviço útil.
Muitas vezes, notará que não tem muita opção de trabalho,mas, com
um pouco de criatividade, e, principalmente, com uma pequena dose
de boa-vontade, vislumbrará ocasiões de ser útil em um número de pasmar.
Quebre sua rotina, e pense e aja diferente, e verá que até o modo
de olhar, sorrir e falar, pode ser uma forma de ofertar socorro efetivo
aos necessitados da vida.
O ser humano carece de ser útil, como o estômago necessita
de alimento. Não por outra razão o serviço voluntário cura doentes da
alma, criminosos inveterados e gente desnorteada, como tanto
estudos e experimentos psicológicos têm indicado. Aumentar o
número e a extensão das vezes em que se é útil, portanto, é caminho
excelente de favorecer a realização pessoal própria, assim como bemestar
e paz de consciência. O homem é um animal gregário, já afirmara
Aristóteles. Servir ao coletivo, ao social, ao próximo, de modo
consciente e deliberado, é a fina-flor da completude para um ser humano.
Ser útil não é só um dever: é uma grande oportunidade... de ser feliz.
Gustavo Henrique.
(Recebido pelo médium Benjamin Teixeira, em 1º de abril de 2001).
Muitas vezes, notará que não tem muita opção de trabalho,mas, com
um pouco de criatividade, e, principalmente, com uma pequena dose
de boa-vontade, vislumbrará ocasiões de ser útil em um número de pasmar.
Quebre sua rotina, e pense e aja diferente, e verá que até o modo
de olhar, sorrir e falar, pode ser uma forma de ofertar socorro efetivo
aos necessitados da vida.
O ser humano carece de ser útil, como o estômago necessita
de alimento. Não por outra razão o serviço voluntário cura doentes da
alma, criminosos inveterados e gente desnorteada, como tanto
estudos e experimentos psicológicos têm indicado. Aumentar o
número e a extensão das vezes em que se é útil, portanto, é caminho
excelente de favorecer a realização pessoal própria, assim como bemestar
e paz de consciência. O homem é um animal gregário, já afirmara
Aristóteles. Servir ao coletivo, ao social, ao próximo, de modo
consciente e deliberado, é a fina-flor da completude para um ser humano.
Ser útil não é só um dever: é uma grande oportunidade... de ser feliz.
Gustavo Henrique.
(Recebido pelo médium Benjamin Teixeira, em 1º de abril de 2001).
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